A atmosfera do planeta Terra passa por um período de instabilidade magnética de baixa intensidade ao longo deste fim de semana. Um relatório emitido pelo Centro de Previsão de Clima Espacial, vinculado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), aponta a ocorrência de uma tempestade geomagnética classificada na categoria G1, o patamar mais leve de uma escala que mede o impacto desses fenômenos.
O fenômeno ocorre quando ventos solares de alta velocidade e correntes de plasma carregadas eletricamente atingem a magnetosfera terrestre. Essas emissões costumam ter origem em regiões do Sol conhecidas como buracos coronais, de onde partículas subatômicas escapam em direção ao espaço. Ao entrarem em contato com o escudo magnético do planeta, essas partículas geram alterações pontuais na dinâmica magnética global.
Segundo as projeções técnicas da agência americana, as maiores oscilações do índice de atividade geomagnética foram estimadas para o fim da tarde de sexta-feira e para a tarde de domingo. O sábado deve registrar índices estabilizados, mantendo a atividade abaixo do nível considerado crítico pelas autoridades científicas.
As tempestades de classe G1 raramente oferecem riscos à infraestrutura tecnológica em solo ou em órbita baixa. A NOAA informou que as chances de ocorrência de bloqueios em comunicações via rádio de alta frequência giram em torno de 10% para o período. Além disso, não há indicativos de tempestades de radiação solar associadas ao evento. Como o clima espacial é monitorado continuamente em tempo real, as previsões e os horários de maior pico podem passar por ajustes conforme novas medições forem captadas pelos satélites de observação solar.

