A vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande, anunciou que irá processar uma participante do programa RedCast por assédio sexual após um episódio ocorrido durante a gravação do quadro “Contraponto”, exibido no último sábado (23).
Segundo relatos divulgados pela parlamentar, a situação aconteceu durante um debate entre representantes de correntes ideológicas opostas, formato que faz parte da proposta do quadro. Durante a discussão, uma debatedora identificada como Savani teria direcionado à vereadora uma fala de cunho sexual explícito, provocando forte reação dentro do estúdio.
A gravação chegou a ser interrompida após o episódio. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Eduarda se levanta da cadeira com intenção de deixar o local. Pouco depois, a vereadora decidiu permanecer no estúdio, mas exigiu respeito aos organizadores e participantes da transmissão.
Após a repercussão do caso, Eduarda Campopiano afirmou publicamente que pretende adotar medidas judiciais contra a debatedora. A parlamentar classificou a situação como assédio sexual e afirmou que houve tratamento desigual na repercussão do episódio por conta de posicionamentos políticos envolvidos no debate.
Em manifestações publicadas nas redes sociais, a vereadora criticou o que chamou de “duplo padrão moral” diante da repercussão do caso. Segundo ela, parte dos internautas minimizou a gravidade da situação pelo fato de a agressora verbal estar ligada a grupos de esquerda.
O episódio rapidamente ganhou repercussão política e movimentou debates nas redes sociais sobre liberdade de expressão, limites em discussões ideológicas e violência verbal contra mulheres em ambientes públicos e digitais.
Até o momento, os responsáveis pelo RedCast não haviam divulgado um posicionamento oficial detalhado sobre o ocorrido nem informado se pretendem tomar medidas relacionadas ao episódio durante a gravação do programa.
A situação também reacendeu discussões sobre o ambiente de polarização política em conteúdos digitais, especialmente em formatos de debate que apostam no confronto direto entre opiniões divergentes para gerar engajamento nas redes sociais.
A vereadora afirmou que pretende levar o caso à Justiça e que não considera aceitável a normalização de ataques pessoais ou comentários de teor sexual durante debates políticos e públicos.

